Equipe colaborando em projeto de UX em mesa com telas e post-its

UX Design se tornou central na estratégia de negócios de marcas que querem gerar valor real, relevância e conexão com seus clientes. Eu mesmo, ao longo da minha trajetória, vi empresas transformarem resultados e reputação ao colocar as experiências das pessoas no centro de tudo - indo muito além das telas. Neste guia, trago o que considero indispensável para que você entenda como projetar experiências realmente consistentes, aplicando conceitos, métodos e ferramentas de experiência do usuário nos universos do branding, do marketing digital e do design visual.

O que significa criar experiências?

Muitos acreditam que experiência do usuário é só o visual de um site ou o layout de um aplicativo. Mas, como eu vivencio na prática no coletivo Eleven & Co., UX Design é o processo de entender necessidades, dores e desejos das pessoas e, a partir disso, criar jornadas com propósito, clareza e valor para todos os envolvidos. Trabalhar assim significa estender a visão para todos os canais e pontos de contato da marca, físicos ou digitais, considerando interação, emoção, funcionalidade, comunicação e a imagem projetada.

Eu garanto: Experiência do usuário é sobre pessoas, não sobre pixels.

Diferença entre UX Design e UI Design

Talvez a dúvida mais comum em minhas conversas com clientes seja: qual a diferença entre UX e UI Design? Apesar dos nomes similares, seus focos são bem distintos, principalmente quando pensamos em branding, marketing e identidade visual.

  • UX Design: preocupa-se em projetar todo o percurso do usuário, do primeiro contato ao pós-compra. Engloba entendimento do público, pesquisa, jornadas, arquitetura da informação, testes e co-criação.
  • UI Design: é o trabalho de desenhar os elementos visíveis com os quais as pessoas interagem, como botões, menus, tipografia, cores e imagens. Ou seja, a camada visual e de interação.

Na Eleven & Co., unimos esses papéis de maneira colaborativa: tratamos o UX como a base de decisões no branding (do tom de voz à personalidade) e no marketing (da escolha de mensagens à estrutura dos canais) enquanto aprimoramos a UI para garantir um visual coerente, acessível e agradável.

UI sem UX é só ornamentação.

Impacto do UX Design em branding

Branding vai muito além de um logotipo bonito. Na minha experiência, é uma soma de sensações, percepções e relacionamentos contínuos entre marca, clientes e todos os stakeholders. Integrar práticas de experiência do usuário nesse contexto potencializa resultados:

  • Fortalece o posicionamento, pois a identidade passa a ser percebida de maneira consistente em todos os pontos de contato;
  • Melhora a reputação, já que pessoas tendem a confiar mais em marcas que entregam clareza, transparência e atendem necessidades reais;
  • Facilita a fidelização, ao criar experiências que geram prazer, surpresa ou resolvem problemas de verdade;
  • Gera advocacy - clientes passam a recomendar e defender espontaneamente a marca.

No coletivo, aplicamos UX para definir diretrizes de marca, criar key visuals envolventes e desenhar jornadas claras para públicos variados, desde lançamento de linhas até rebranding completo.

Pessoas em sessão colaborativa de design, ao redor de uma mesa com post-its e laptops

Em uma das nossas sessões de co-criação para um cliente no setor de saúde, por exemplo, envolvemos não só a equipe de marketing, mas também médicos, pacientes reais e representantes de áreas técnicas. O resultado foi uma expressão de marca muito mais conectada ao público, pois desde o início as “dores” das personas guiaram prioridades de projeto.

O processo prático de UX Design

Minha metodologia se estrutura em etapas adaptáveis, porque cada projeto, contexto e público pedem respostas diferentes. Sugiro que qualquer time multidisciplinar interessado em experiência siga um roteiro que inclua:

1. Pesquisa com usuários

Tudo começa por escutar genuinamente quem vai usar a solução, serviço ou produto. Não falo só de entrevistas: dados de analytics, reviews, observação em campo e mapas de empatia enriquecem o entendimento dos comportamentos, expectativas e frustrações.

A pesquisa com usuários é o ponto de partida para qualquer projeto de UX que queira resultados mensuráveis e alinhados ao branding.

No coletivo Eleven & Co., já fizemos projetos em que a coleta envolveu desde grupos focais presenciais até formulários digitais, ouvindo de colaboradores internos a consumidores em potencial. Descobrir uma dor real, como o excesso de etapas para um simples cadastro, ali, pode redefinir todo o caminho do usuário.

2. Criação de personas

Com os dados em mãos, desenhamos personas, personagens semifictícios que representam grupos de usuários-chave. Eu gosto de detalhar rotina, motivações, obstáculos e momentos de contato com a marca. Assim, evitamos generalizações e criamos experiências com base na realidade, não em achismos.

Já atendi um cliente de e-commerce que jurava que seu público era composto só por “jovens urbanos”, mas a análise mostrou uma presença forte de mães que buscavam praticidade. Redefinir persona guiou novas funcionalidades, levando o negócio a outro patamar de satisfação.

3. Jornada do usuário: mapear para não errar

O próximo passo é desenhar o mapa da jornada do usuário, explicitando cada etapa do contato com a marca: descoberta, consideração, decisão, uso, pós-venda. Isso revela pontos de fricção (como excesso de burocracia, mensagens confusas ou falhas de atendimento) e oportunidades de encantamento.

  • Quais emoções a marca desperta em cada etapa?
  • O que pode ser facilitado, removido ou repensado?
  • Existem canais subaproveitados ou incoerentes?
Mapear a jornada é traçar o caminho para experiências positivas – e identificar motivos de abandono que impactam vendas e reputação.

4. Prototipagem: antes de ir para o mundo real

Chegou a hora de tirar ideias do papel e criar protótipos. Eles podem ser simples esboços (wireframes), protótipos navegáveis em ferramentas de design digital ou maquetes físicas, dependendo do tipo de serviço, produto ou embalagem.

Wireframe de aplicativo digital exibido em notebook e sketches em papel

Em projetos digitais de Eleven & Co., por exemplo, costumo usar prototipagem rápida para validar fluxos antes do desenvolvimento final. Já em embalagens, criamos mockups em 3D para testes de impacto visual na gôndola.

5. Testes de usabilidade e validação

É nessa etapa que gaps e oportunidades aparecem verdadeiramente. Testes de usabilidade com usuários reais (ou potenciais) apontam se há confusão, se interações fluem como esperado e se mensagens são compreendidas. Muitas vezes, respostas inesperadas levam ajustes que evitam prejuízos depois.

Testar cedo e corrigir rápido economiza recursos e melhora a percepção da marca desde o lançamento.

Recentemente, durante um projeto de reformulação para um site B2B, os testes mostraram que o formulário de orçamento era confuso – ajuste simples aumentou em 42% o número de contatos qualificados.

6. Arquitetura da informação

Sem uma estrutura lógica, nem o melhor visual do mundo salva a experiência. Arquitetura da informação é a arte de organizar conteúdos, funcionalidades e fluxos para que usuários encontrem o que buscam sem frustração:

  • Menus claros, sem excesso de opções;
  • Hierarquia visual bem definida;
  • Navegação intuitiva e alinhada ao perfil dos públicos;
  • Organização de categorias, etiquetas e filtros.

Quando propomos a arquitetura de sites institucionais na Eleven & Co., sempre trabalhamos juntos ao cliente, revisando sitemap, protótipos e textos, para que tudo faça sentido para quem busca informações rápidas ou detalhadas.

UX no marketing digital: experiências que vendem e fidelizam

No universo do marketing digital, percebo que os conceitos de UX são, muitas vezes, reduzidos a landing pages vistosas ou “call to actions” chamativos. O desafio – e também a chance de diferenciação – está em pensar jornada, contexto, intenção e emoções para transformar campanhas, conteúdos e canais em motores de conversão e relacionamento.

  • Campanhas de tráfego: ao mapear jornadas de aquisição, customizo anúncios e landing pages para melhorar a compreensão, diminuir rejeição e aumentar a conversão;
  • Mídias sociais: UX orienta criação de posts, áudios e vídeos que respeitem o tempo, a rotina e as expectativas da audiência;
  • Produtos digitais: experiências intuitivas, sem etapas desnecessárias, criam base para retenção e recomendação orgânica.
Esquema visual de fluxo de campanha de marketing digital, composto por setas, postagens, site e funil

Em uma campanha nacional para uma marca do setor de alimentos, identifiquei que grande parte do público acessava o site por celular em horários de deslocamento. Com pequenas mudanças (botões maiores, etapas simplificadas e respostas mais rápidas), a conversão subiu 30%.

Segundo dados da Associação Brasileira de Designers de Comunicação, a busca por cursos de UX Design cresceu 40,7% no país em 2022, evidenciando como empresas estão percebendo a diferença desse olhar em campanhas digitais.

Identidade visual: UX como pilar estratégico do design

Muito do que se falava sobre identidade visual era limitado às cores, formas e ao logotipo. Hoje, os princípios da experiência do usuário impactam diretamente decisões visuais, tornando o design não só mais bonito, mas também mais acessível, compreensível e conectado com o que o público deseja sentir ou realizar.

  • Praticidade: escolha de contrastes, tipografias e ícones planejados para públicos diversos;
  • Inclusão: atenção especial à acessibilidade, com adaptações para daltônicos, leitura facilitada e navegação por voz sempre que possível;
  • Consistência: uso correto de key visual em todas as peças, do digital às embalagens e pontos físicos.
Mockup de embalagem de produto com identidade visual moderna e acessível

Em uma série de projetos de design de embalagem que conduzimos na Eleven & Co., por exemplo, descobrimos que pequenas mudanças, como tamanho de fonte ou inclusão de informações em braile, geram grande impacto positivo em aceitação e engajamento.

Colaboração multidisciplinar e participação ativa do cliente

A abordagem tradicional de agência centralizadora perdeu espaço. Em nosso coletivo, vejo como a integração de áreas distintas é um dos maiores diferenciais: branding, marketing e design trabalham juntos, do começo ao fim. E, mais importante, o cliente está presente em todas as decisões-chave, não só aprovando, mas construindo junto.

  • Workshops de co-criação ajudam todos a entender contextos e limitações;
  • Prototipagem colaborativa dá voz a áreas como atendimento, vendas, logística e suporte;
  • Testes sem medo de errar motivam ajustes rápidos e personalizados.
Projetar experiências é trabalho coletivo e compartilhado – só assim cada entrega faz sentido para humanos reais.

Essa forma de atuar faz parte do DNA da Eleven & Co., e já atendi empresas que passaram a ver UX não como “projeto”, mas como cultura organizacional. Isso se reflete em retenção de clientes, satisfação e inovação permanente.

Medição de resultados: como UX faz sentido para o negócio?

Em todos os projetos, aposto em métricas simples e diretas, que vão muito além do “achômetro”. Relaciono aqui alguns indicadores de impacto que me ajudam a mostrar valor do trabalho de UX aliado ao branding, marketing e design, sempre de modo customizado ao cliente:

  • Redução de tempo para concluir processos (cadastro, compra, atendimento);
  • Aumento nas taxas de conversão e engajamento em campanhas e plataformas;
  • Diminuição de dúvidas recorrentes e chamadas ao suporte;
  • Mais recomendações espontâneas e menções positivas em redes sociais;
  • Feedback qualitativo trazido por pesquisas constantes.

Segundo dados divulgados pela pesquisa Figma/INSPi, 91% dos designers já veem a experiência projetada como contribuição central para resultados. E, na prática, vejo lideranças cada vez mais envolvidas, integrando UX à estratégia e cultura, em vez de tratá-lo pontualmente.

Em um recente rebranding de uma startup de tecnologia (case da Eleven & Co.), cruzamos testes de usabilidade, pesquisas de satisfação e mapeamento de engajamento digital. O novo posicionamento e visual, pensados desde o começo sob a ótica das jornadas, elevaram o NPS de 36 para 65 em apenas seis meses.

O papel da acessibilidade no UX

Acessibilidade não é opção – é um compromisso ético e prático. Nos projetos de branding, marketing e design visual, incluir critérios de acessibilidade amplia o potencial da marca e diminui a exclusão.

A experiência do usuário de verdade é aquela que inclui pessoas com diferentes capacidades, formações, culturas e limitações.
  • Cores com bom contraste;
  • Legibilidade em qualquer dispositivo;
  • Navegação alternativa por teclado ou leitor de tela;
  • Descrições de imagens para pessoas com deficiência visual;
  • Design inclusivo em embalagens e materiais impressos.

Ao integrar acessibilidade aos processos colaborativos, como praticamos na Eleven & Co., antecipamos necessidades, evitamos retrabalhos e construímos reputação positiva desde o início dos projetos.

Pesquisa e evolução contínua: UX é ciclo, não projeto com fim

Depois de anos de atuação, vejo uma verdade clara: a experiência do usuário não se encerra agora – ela é permanente, viva e exige escuta constante. Isso vale tanto para branding quanto para campanhas digitais e design visual.

Cuido para manter ciclos de feedbacks estruturados (pesquisas NPS, mapas de calor, analytics e grupos de discussão) e revisões semestrais de jornadas e indicadores-chave.

Assim, detecto mudanças no comportamento ou novas demandas antes de virar problema, ajustando estratégias e comunicação a tempo de manter resultados e diferencial competitivo.

Equipe reunida analisando depoimentos de usuários em sala de reuniões

Como integrar UX com branding, marketing e design?

Ao longo dos projetos, descobri que existem pontos-chave para unir experiência do usuário, construção de marca, estratégias digitais e design visual em um ciclo contínuo:

  1. Comece pela imersão colaborativa – reúna lideranças, equipes de marketing, branding, tecnologia e representantes dos públicos logo no início.
  2. Defina indicadores (KPIs) compartilhados – tempo gasto, conversão, NPS, satisfação de clientes internos e externos.
  3. Implemente protótipos e testes rápidos – priorizando o envolvimento do cliente e de áreas de contato.
  4. Garanta feedbacks e aprendizados constantes – crie ciclos ágeis de avaliação, revisão e co-criação.
  5. Mantenha o propósito da marca em todos os canais – tanto na comunicação digital quanto nos produtos e serviços físicos.

Quem quer se aprofundar mais nas relações entre UX, estratégia de marca e percepção do cliente, recomendo ler materiais na categoria de branding do blog Eleven & Co.

  • Táticas de marketing digital e experiência
  • Cases e tendências em design
  • Estratégias alinhadas à experiência do usuário

Principais aprendizados para aplicar já

  • Envolva o usuário desde o início;
  • Dê voz ativa às áreas estratégicas e operacionais;
  • Prototipe e teste rápido – sem medo de aprender com erros;
  • Documente feedbacks e ajuste rotas sempre que necessário;
  • Faça da acessibilidade e simplicidade um padrão, não um diferencial.

É essa combinação de escuta, colaboração e experimentação que cria experiências de marca inesquecíveis e gera resultados tangíveis para negócios, independente do setor de atuação.

Conclusão: UX como motor de diferenciação para marcas humanas

Cheguei até aqui convencido: UX Design é o elo que une marcas, pessoas e mercado em uma relação ganha-ganha, transformando dados, pesquisa e colaboração em valor percebido e mensurável. Seja no branding, no marketing ou no design visual, investir em criar e manter experiências de usuário sólidas abre portas para inovação, fidelização e crescimento consistente.

Na Eleven & Co., não vendemos apenas entregas ou “projetos”: cultivamos cultura de UX integrada a negócio, co-criando jornadas que fazem sentido e evoluem continuamente. Se você busca diferenciação, venha entender como podemos construir juntos a experiência que vai marcar sua marca na memória (e no coração) das pessoas.

Perguntas frequentes sobre UX Design

O que é design de experiência do usuário?

UX Design é o processo de criar produtos, serviços e comunicações que geram valor, facilidade e prazer de uso ao considerar as reais necessidades, motivações e expectativas das pessoas. Vai além do visual, envolvendo pesquisa, planejamento de jornadas, testes, ajustes e mensuração de resultados para melhorar todas as interações entre público e marca.

Como aplicar UX Design em branding?

Para integrar experiência do usuário ao branding, recomendo começar por pesquisas reais com o público-alvo, desenvolver personas detalhadas, traçar jornadas de contato com a marca e criar pontos de contato pensados para facilitar, surpreender e encantar. Isso garante que o posicionamento, a identidade visual e a comunicação sejam percebidos de modo coerente e empático.

Quais são os benefícios do UX Design?

Entre os benefícios estão aumento da satisfação e retenção de clientes, melhora na reputação e valor da marca, diminuição de custos por evitar retrabalhos, crescimento de conversão em canais digitais e geração de recomendações espontâneas. Além disso, marcas com UX consistente se diferenciam, inovam mais rápido e constroem relações de confiança mais sólidas.

UX Design é importante para marketing digital?

Sim, UX é fundamental para o sucesso de estratégias de marketing digital. Ao planejar campanhas, landing pages, fluxos de automação e experiências sociais pensando nas dores e expectativas do usuário, é possível aumentar taxas de cliques, conversão e engajamento, além de diminuir rejeição e impulsionar relacionamento orgânico com o público.

Quanto custa investir em UX Design?

O investimento pode variar bastante conforme o escopo, tamanho de projeto e grau de envolvimento (pesquisa, prototipagem, testes, etc.). Pequenas iniciativas, como testes rápidos em páginas, têm custo reduzido e alto retorno. Projetos de branding e design completos exigem dedicação maior, mas costumam devolver resultados expressivos em reputação, vendas e economia de recursos a médio e longo prazo.

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Sobre o Autor

Eleven & Co.

Eleven é um coletivo multidisciplinar apaixonado por soluções inovadoras, atuando nas áreas de branding, marketing e design. Com +250 cases em 10 países e uma abordagem colaborativa, a Eleven & Co. acredita na construção conjunta com seus clientes, superando modelos tradicionais de agência ao estimular a participação ativa em todos os processos. Sua missão é transformar marcas por meio de estratégias sólidas e criatividade aplicada.

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